26 março 2015
diálogo de café da manhã
Vamo!! Então, eu vou ser "unicórnio"!
Mãe, unicórnio existe.
Ahm, tá... Hmm, então dragão, eu vou ser dragão!
Mamãe, dragão também existe!
...
FIM
17 fevereiro 2014
O Parto da Marina
Levando em consideração meu primeiro parto, que foi quase às 42 semanas (e no dia do meu aniversário), não esperava nada antes do dia 27/11. Estava bem relax esperando esse dia chegar. Ou, seguindo a tradição familiar, o dia 28/11.
Eu estava me planejando para sair de licença maternidade no trabalho no dia 22 de novembro, dia do último concerto da Temporada da orquestra e corri para deixar tudo pronto e organizado até lá. Tudo certinho, artistas acertados, datas fechadas, ensaios organizados, tudo lindo! Pendente tinha um e-mail e uma reunião marcada para o dia 19/11 à tarde.
Tirei folga no dia 18/11, pois tinha horas extras acumuladas e meu filho não teria aula. Tínhamos mudado de casa há pouco, então aproveitei para ficar com ele, arrumar algumas coisas e ir na casa de uma amiga de minha mãe que estava desmontando a casa e se desfazendo de vários objetos. Ao longo do dia, vários telefonemas de trabalho, de fechamento da temporada, aprovações de material gráfico, fechamento de algumas pendências e um bom estresse envolvido. Até aí ok.
No fim do dia, comecei a sentir "choques" na virilha, mas acreditei ser uma preparação para o parto, que se aproximava.
Já em casa, à noite, vi o tampão sair. Por volta da meia noite, raias de sangue. Nesse momento liguei o radar... O parto do Gabriel começou exatamente assim. Como estávamos a uma semana da "data prevista", estranhei...mas como estava sem outros sinais, ok. Voltei pra cama, na tentativa de descansar apesar de uma certa ansiedade pelo que viria depois. A partir das 3h da manhã as contrações começaram. Aos poucos, sem muita dor. Pelo quadro geral, desconfiei de trabalho de parto e mandei uma mensagem para o obstetra. Fiquei atenta às contrações e descansando.
Dia 19/11 às 7h levantamos e vida que segue. Arrumamos Gabriel para o dia, tomamos café juntos e fomos levá-lo para a casa da minha mãe.
Liguei para o obstetra e conversamos sobre a situação. Eu não queria ir cedo, muito menos sem necessidade para o hospital, então combinamos de irmos falando se mudasse o quadro. De qualquer maneira, ele avisaria o hospital e reservaria a vaga. Mandei uma mensagem para a minha doula e ficamos aguardando as coisas engrenarem.
No final da manhã, a minha avaliação é que o processo corria bem lentamente. Então resolvi ficar mais em casa.
À essa altura, as contrações já eram bem doloridas e incômodas, mas eu ainda desconfiava que podia não engrenar. Banho quente, caminhada e massagens. Tinha fome mas não consegui comer muito, apenas uma vitamina.
No início da tarde minha doula chegou em casa. Conversamos um pouco, mas eu AINDA não estava convencida de que iria parir naquele dia (hahahaha). Liguei para o obstetra e ele sugeriu irmos ao hospital para uma avaliação e então decidir o que fazer.
Quase 15h eu decidi ir fazer essa avaliação. Fomos pra maternidade. Cheguei lá e dei entrada pela emergência Eu já estava com contrações beeeeem doloridas, mas bem louca, achando tudo super normal. Na maternidade, por conta do lento processo de admissão na emergência, fiquei um tempo no saguão e tive várias contrações de contorcer o corpo. Incrível ver a cara das pessoas! Algumas grávidas e familiares cochichavam baixinho "ih, trabalho de parto...". Me olhavam com espanto, como se fosse algo de outro mundo. Surreal.
Em outro momento vou me deter e escrever sobre o atendimento (bem fraco e questionável) dessa famosa maternidade carioca.
Eu estava em franco trabalho de parto, com 8 para 9 cm de dilatação. Nenhuma dúvida de que nasceria em breve. A plantonista ligou para meu obstetra, que chegou rapidamente.
Eu já estava em outro mundo. Contrações alucinantes e tudo que eu queria era tomar um banho bem quente para relaxar. Por questões protocolares da tal maternidade, isso não era possível... a sala de "parto humanizado" estava ocupada, estava muito adiantada para ir para o quarto e me encaminharam direto para uma sala de pré-parto, no centro cirúrgico. Estava deitada de 4, era a melhor posição para aguentar as contrações.
Não consegui tomar o banho quente que eu queria e fiquei louca. Estava querendo muito relaxar embaixo da água e não consegui. Nessa hora as dores estavam bem fortes e sucumbi, queria anestesia. Tinha combinado com o obstetra e com a doula de que não usaria anestesia, tanto é que nem tinha anestesista na equipe do obstetra, mas fiquei tão alucinada pelo banho frustrado, que me rendi. Lá foi o povo caçar o anestesista de plantão. Eis que chega um cara todo atrapalhado, eu urrava de dor, todo cheio de protocolos a cumprir e eu xingando ele loucamente pela demora. Ele quis colocar soro, eu me recusei. Crise. Um dos protocolos é só aplicar anestesia COM a paciente no soro. Exigi que não me fosse aplicado ocitocina sintética e aceitei colocarem o soro. Eu já tinha xingado tanto o anestesista que ele tava assustado. Pedi o mínimo de anestesia possível, a menor dose para aliviar um pouco da dor, mas que me permitisse todos os movimentos. Assim foi feito. O efeito foi incrível, relaxei bastante e curti muito. Voltei para a posição de 4 e seguimos no processo. Já sem as dores, passei a aproveitar mais o momento, sentindo os movimentos, fiquei de pé um tempo.
Nada da bolsa estourar. Meu obstetra, que é acupunturista, me espetou 3 agulhas e em menos de 5 minutos: cachoeira. Nessa hora, pedi para trocarem o lençol da cama onde eu estava e pedi também para lavar o pé, que tava sujo da rua. Estávamos só nós 3 no quarto: eu, Renzo e a Raquel, a doula. Dali a pouco senti a cabeça encaixar e logo depois, coloquei a mão e senti a cabecinha, já coroando. Senti os cabelinhos, foi incrível! Avisamos à equipe e, por conta de mais um protocolo - ao meu ver desnecessário - da maternidade, tínhamos que mudar para a sala de cirurgia... eu já ia descendo da cama para ir andando, quando veio a enfermeira dizendo que eu tinha que ir de maca... Enfim, não quis entrar numas nesse momento, mas fui na melhor posição para MIM. Fui de 4, desfilando peladona em maca aberta, pelo centro cirúrgico do hospital! Depois fiquei sabendo pela doula que a enfermeira ficou resmungando e esbravejando!
Enfim no centro cirúrgico, muito perto da chegada da pequena. Acho que foram umas duas contrações para ela nascer. Como eu estava de 4, fiquei olhando por baixo de mim e acompanhei a hora que ela nasceu, vi o exato momento em que ela saiu e foi aparada pelo médico. Que momento incrível! Ela apanas foi aparada e passada para o meu colo, no mesmo minuto. Foi lindo, mágico e indescritível.
O pediatra fez todas as avaliações com ela no meu colo. Clampeou o cordão e ninguém queria cortar. Pra encerrar com chave de ouro o parto lindo que tive, eu mesma cortei o cordão umbilical da minha filha.
Sou muito grata a todos os envolvidos: Renzo, meu marido incrível e companheiro de aventuras, que apesar de todo nervosismo, estava lá firme e forte, me ajudando a conduzir o parto como eu queria. A Raquel, nossa doula, que acompanhou o parto, me lembrou de todos os combinados, fez massagem e ainda nos brindou com o registro das fotos que ilustram este relato! O Dr. Sérgio, meu obstetra E médico da vida inteira, que cuida de mim como gente, me conhece, sabe da minha vida e é medico como todos deveriam ser.
Agradeço também a Cinthia, que pegou Gabriel na escola enquanto estava parindo a irmã dele e, sempre e por tudo, a minha mãe.
14 fevereiro 2014
Todas as mudanças
Nossa pequena chegou chegando, mexendo na vida, dando mais emoção.
Ela já nasceu há quase 3 meses e ainda não consegui publicar aqui. Quero muito escrever sobre o parto.
Também há quase 3 meses mudamos para a casa nova, então são várias arrumações. Físicas e emocionais. Adaptações em diversas instâncias. Um irmão mais velho demandando muito mais atenção. Ele, que ama e odeia a irmã ao mesmo tempo, teve que se adaptar e sobreviver ao caos instaurado na vidinha dele.
Casa nova, vida nova, irmã, férias, ufa.
Estamos aí no embate diário. Alternando momentos de pura delícia com momentos de caos e desespero.
Atividades simples se transformam em uma disputa de forças. Lavar um cabelo pode ser uma declaração de guerra.
Difícil. Mas vai passar, sei disso. Só torço que seja logo.
Em breve (espero) volto pra registrar o parto, com direito a fotos!! Rá! Dessa vez temos FOTOS!
01 outubro 2013
chilique por comida e um orgulho
Hoje tivemos um belo embate no café da manhã porque meu estoque de passas havia acabado e a criança não entendeu como isso era possível! Ofereci granola e tapioca de banana sem sucesso.
Conseguimos negociar um mingau de aveia com canela (sem açúcar, claro).
Por isso, hoje vou almoçar num vegetariano que eu adoro, só porque fica perto da loja que vende frutas frescas a granel para abastecer a despensa.
E ainda tem gente que diz que ele não é feliz. Posso com isso?
08 agosto 2013
Por quê?
Estou adorando essa vontade de entender o mundo, é muita curiosidade para um ser tão pequeno.
As perguntas são as mais diversas e quando você menos se espera, vem uma bomba:
- Por que saci só tem uma perna?
- Por que você chora?
- Por que a vovó Angélica já morreu?
- Por onde o bebê sai da barriga?
- Por que o Ilan tem duas mamães?
Só nos resta responder com mais clareza e objetividade possível e esperar pelo diálogo interessantíssimo que se segue.
30 julho 2013
15 maio 2013
15 de maio de 2013
Há 3 anos o Gabriel nasceu, exatamente no dia do meu aniversário. Desde então, óbvio, o dia do MEU aniversário ganhou outro sentido. Não é mais o meu aniversário, é o aniversário DELE.
Este ano está mais especial. É a primeira vez que ele se dá conta do que está acontecendo, está contando os dias pra chegar o dia do aniversário e, pela primeira vez nos pediu uma festa.
Hoje vamos fazer uma festa surpresa para o pequeno. Ele nem imagina o que vai acontecer e eu estou muito ansiosa para ver a reação dele.
A "festa oficial" é na escola na semana que vem e ele continua contando os dias para chegar o dia da festa.
Mais especial ainda, hoje completo também 12 semanas da segunda gravidez e agora essa informação é pública!
Vamos celebrar todo esse amor junto!
20 julho 2012
Sugestões de Nomes
21 junho 2012
Sei que agora ele fala tudo, inclusive palavras bem difíceis. E foi de uma hora para outra. Em fevereiro, quando saímos de férias pro meio do sertão pernambucano, ele quase não falava... era um mãm, babu (pai), bobó... Lá, durante as férias, ele disse a primeira frase "atê bobó?" e de lá pra cá não parou mais.
Frases e mais frases, músicas e histórias inteiras, ele fala tudo. Alguns sons não saem ainda. C, G e J. E isso faz as palavras ficarem muito engraçadas: minhota, Dabiel, Dúlia, totô e várias outras.
Vou tentar, aos poucos e sem muito critério, ir registrando por aqui as tiradas mais engraçadas, pra tentar não esquecer nunca mais.
15 abril 2012
08 novembro 2011
Da série "Meu filho é um gênio!"
Ele torce.
Adora bola e sempre que alguém fala "Gol", ele levanta os bracinhos e faz cara de safado!
Ok. Normal até aí, qualquer um faz.
A genialidade está em reconhecer o som "gou" dentro de uma palavra!
Sempre que ouve o verso da música "...quando Cabral chegou de Portugal, descarregou no Brasil..." ele levanta os bracinhos como faz com GOL!
Ai, que orgulho!
29 outubro 2011
Haja coração
Aproveito para contar o sustinho que o pequeno nos deu essa semana, logo cedo no café da manhã. Como fazemos todos os dias, levantamos os 3 por volta das 7 da manhã e fomos tomar café da manhã em família. Gabriel sentado em seu cadeirão junto à mesa e nós 2 preparando o café, torradas e a fruta dele. Café feito, depois do ritual fofo de sentir o cheirinho do pó de café (todo santo dia), servi minha caneca e coloquei na mesa.
04 julho 2011
Dou conta não
No momento estou devendo um post sobre o aniversário do meu filho (que já está bem adiantado nos rascunhos... porém nunca terminado, fotado e postado...), estou devendo um post da blogagem coletiva proposta pela Carol do What Mommy Needs, sobre consumo e maternidade conscientes... não consigo acompanhar as listas nem redes sociais que faço parte.
Por outro lado a casa está razoavelmente em dia, o trabalho correndo muito bem e minha família uma delícia como sempre.
Vou continuar devendo muita coisa, pois este mês promete e muito! Quem sabe eu pago um dia desses...
08 maio 2011
O primeiro dia das mães ou o dilema da escola
Combinei com meus amigos, que estão longe de suas mães, de fazer um almoção na casa da minha. E teremos duas novatas estreando em seu primeiro dia das mães.
Ano passado, nesta data, eu estava explodindo de grávida, já sem paciência de esperar tanto, já tava com 40 pra 41 semanas e já tinha dado de gravidez pra mim. Nem lembro exatamente o que fizemos, mas provavelmente foi um almoço com minha mãe.
Na sexta feira teve a festinha de dia das mães da escola do pequeno. De manhã foi a festa dos bebês, berçário I e II. 8h da matina estávamos lá, Gabriel achando tudo muuuinto estranho, ele estar ali aquela hora... ficou bem cabreiro e foi "liberado" de subir antes (a festinha era no segundo andar, onde ficam os bebês), ficou com a gente lá embaixo. Fomos autorizados a subir e chegando lá tinham almofadas pras mães sentarem no chão, um telão e o professor de música tocando "Fico assim sem você" de Claudinho e Buchecha (glirk) na versão de Adriana Calcanhoto... Cafoninha, porém fofo...
Eles cantaram uma música rotineira da escola e Gabriel ficou todo animado. Depois passaram um vídeoclip das crianças na rotina da escola e brincando com versos da música "Velha Infância", Tribalistas (glirk). Apesar da música batida, ficou bonitinho. Ok, tudo bem que era a turma do meu filho... A essa altura, todas as mães já tinham chorado um monte, todas de cara inchada e maquilagem destruída. Confesso que choraminguei também, vendo meu filhote tão feliz brincando no vídeo.
Aí veio a catástrofe... o professor de música resolveu cantar um "Parabéns" para as mães. Ne-nhu-ma nota certa, palmas desconjuntadas, um caos. Confesso que sofri um pouco nessa hora. Eu já tinha minhas considerações sobre as atividades "artísticas" desta escola, que pra mim são fundamentais para as crianças. Eu venho de uma família de artistas e trabalho na área desde sempre, então isso é um ponto muito importante na formação do meu filho. Mesmo não concordando com a proposta artística (paupérrima) da escola, resolvi matricular meu filho lá porque eles são extremamente cuidadosos e atenciosos com ele, não fazem nada que eu não autorize, enfim, uma série de motivos me fizeram optar por esta escola e não pelas outras 2 similares da região. Mas confesso que sofri com o professor de música. E muito. Eu trabalho com música há 7 anos, atualmente estou trabalhando com uma Orquestra Sinfônica e me vem o cara e não acerta "parabéns pra você"!!! Foi um pouco demais! Mas levei na esportiva, claro, e o pobrezinho virou motivo de piada o resto do dia... tadinho.
O motivo do meu dia das mães está uma coisa deliciosa, sorridente, "falante" e mais gaiato do que tudo nesta vida. Força risadinhas nas horas mais impróprias, enfia o dedo nos narizes desavisados e beija quem passar pela frente, da professora (que ganha 5 beijos a cada despedida) ao pintinho pulador e o adesivo de girafa...
Pretendo passar um dia bem colada nessa gostosura!
Feliz dia das mães!!!
04 maio 2011
Já tinha lido muitas experiências de outras mães na internet, da dificuldade em deixar o bebê para voltar ao batente e estava com um certo medo dessa situação.
Talvez pelo fato de termos ficado um bom tempo juntos, muito mais tempo do que licença maternidade, a separação aconteceu de uma forma muito tranquila para mim. Em momento nenhum me senti culpada por estar deixando meu filho "para outros criarem", ou qualquer coisa do gênero. Talvez também pelo trabalho ser muito bacana, numa função onde meu perfil se encaixa perfeitamente e em um grupo muito bom de se trabalhar tenha ajudado e muito nessa tranquilidade.
E é assim que estamos: eu muito feliz por ter voltado a trabalhar e ele se adaptando a esta nova realidade muito bem. Claro que ele não gosta do momento em que nos separamos. Ele fica na escola das 13h às 19h. Então de manhã fica com minha mãe, e na hora de deixar ele lá é escândalo na certa. Ficou o primeiro mês com ela pelas manhãs. Este mês o pai tá de férias, então eles estão se curtindo de montão e tem sido uma coisa linda de ver. Gabriel está rindo pro vento de tanta felicidade.
Imagino que a partir do mês que vem aumentarei o tempo dele na escola, para ir gradativamente passando ele para o horário integral e poder liberar minha mãe.
Ele continua mamando à noite e isso tem me deixado bem cansada e pensando em como implementar um desmame noturno. Algumas noites ele quer ficar pendurado um tempão no peito e isso acaba comigo. Ao mesmo tempo em que fico com pena de restringir as mamadas apenas para antes de dormir e ao acordar (e livre nos fins de semana, claro) e com um certo receio dele começar a pegar todas as viroses se parar de mamar tanto...
Tenho pensado muito sobre isso, sem chegar a nenhuma conclusão. Ao mesmo tempo em que gostaria de preservar esse chamego dele comigo, desejo muito uma noite de sono profundo e reparador. Ó, dúvida cruel.
Faltando quase dez dias, nem acredito que o bebê vai completar um ano. Ele cresceu tanto e ao mesmo tempo é tão bebezico. Foram tantas coisas nesse tempo. Tantas mudanças. Ainda não processei que ele vai fazer um ano, já.
Espero conseguir manter uma razoável freqüência por aqui, porque a vida real tá bombando!
15 abril 2011
Onze meses
Foi um mês corrido, apareceram vários trabalhinhos e uma oportunidade de emprego fixo novamente. Decisões a tomar, escolhas a fazer e fiz. Resolvi aceitar o trabalho - muito bacana, por sinal!! Para isso, tive que matricular o bebê na escola (odeio a palavra creche!)... visitei algumas opções e escolhi a com mais espaço, iluminada, que oferece a comida no cadeirão, enfim, a que me pareceu a melhor de todas, apesar de ser a menos "conhecida".
A adaptação foi relativamente tranquila e ele tem estado muito bem quando vou buscá-lo. Com os outros ele está comendo em maior quantidade, e também não está mais mamando a qualquer hora. Mama de manhã e à noite. Na hora que chego para pegá-lo na escola, ele SE JOGA nos peitos e não aguenta nem chegar em casa, precisa de um mamadão daqueles ainda na escola. Continua acordando à noite, o que tem me deixado mais cansada do que eu gostaria. Sabia que ia ser puxado.
Daqui a um mês ele faz um ano. E eu ainda não comecei a organizar a festinha... Meu deadline interno para começar esta produção é amanhã... a verdade é que já queria estar mandando os convites hoje. Mas nem o "tema" eu consegui decidir ainda...
Sei que este próximo mês vai ser mais rápido ainda do que todos os outros, muito trabalho pela frente, além da produção da nossa festinha (sim, porque somos dois aniversariantes!!), mas pretendo voltar a escrever com mais frequência, ou pelo menos tentar. Afinal, são tantos assuntos a abordar: o trabalho novo e seus desafios profissionais, as dificuldades da separação pós-grude-de-dez-meses, como minha relação com o trabalho mudou pós-maternidade, enfim, muita coisa.
Espero conseguir dar conta da vida e de tudo isso! Dou notícias.
15 março 2011
Dez Meses
Menos de dois pra fazer um ano
Ainda não consegui me organizar (olha só, logo pra uma produtora... tsc tsc) para fazer a festinha e já estou começando a me agoniar com isso.
Não cresceu nem engordou neste último mês. A orientação é tentar segurar as tantas mamadelas ao longo do dia, especialmente nas 2h que antecedem as refeições para ver se o rapaz come mais quantidade de comida.
Engatinha cada vez mais rápido e dá verdadeiras patadas no chão, chega a fazer barulho.
Aprendeu a imitar o barulho que o cachorro faz e é a coisa mais fofa do mundo fazendo "ouw" bem agudinho com a boquinha em formato de bico.
Adora onomatopeias dos animais.
Dá beijinhos na bochecha dos que pedem. Por beijinho, leia-se uma carimbada babada de um bocão aberto.
Está com mais fiapinhos de cabelo na careca a cada dia.
Continua acordando pelo menos 3 vezes por noite.
E tá cada dia mais gostoso!
Moderninha por aí - What Mommy Needs
Fui convidada para relatar minha experiência com o uso das fraldas de pano para a
Carolina Pombo, do blog What Mommy Needs, dentro da série "Mães que Contam".
Já acompanhava o blog e as discussões propostas por Carolina há algum tempo e fiquei super honrada com o convite.
Leiam lá e depois me contem o que acharam!!!
http://www.whatmommyneeds.net/2011/03/fraldas-lavaveis-nas-palavras-de-uma.html
13 março 2011
A difícil tarefa de ser bem atendida por serviços que você já pagou
É o fim da picada, o cúmulo, você pagar uma grana de plano de saúde e ter um tratamento tão pífio, ridículo e desumano que recebemos.
Durante o carnaval, meu filho teve uma crise de alergia e ficou com o corpo coberto por placas e manchas vermelhas. Tentei, sem nenhum sucesso, ligar para a pediatra que o atende pelo plano de saúde. Claro que ela não atendeu, afinal, era feriado, né?
Desde que fizemos o plano de saúde do Gabriel, eu procuro um pediatra bacana, que atenda com cuidado, seja atencioso e não seja remedista. De todos os que fui, esta atual foi a que me pareceu menos pior. Todas as vezes que tentei falar com ela em horário comercial, ela atendeu (várias vezes depois de insistir MUITO). Nunca tinha tido nenhuma emergência com meu filho, nunca precisei ligar à noite ou em finais de semana. Até agora. Passei 2 dias ligando, sem ser atendida ou ter algum retorno. Só consegui falar com ela, veja você, na quarta-feira de cinzas depois do meio-dia. Engraçado, né?
Essa é a regra geral. Médicos que trabalham com "volume" e não com gente. Atendimentos a jato, para dar tempo de caber muita gente na agenda do dia, para fazer valer os R$40,00 que recebem do plano... Mas a gente mesmo, não tem nada a ver com isso. Já pagamos - muito caro - por um SUS que não funciona e ainda precisamos de um sistema de saúde suplementar, também pago e também muito caro, que também não funciona. Triste e revoltante.
Isso porque foi uma simples alergia, que com um mero antialérgico resolveu em questão de horas. Agora avaliem a situação de uma pessoa que tem um problema mais sério, que precise ficar sob cuidados destes tais médicos, que tem sua vida colocada na mão de uma pessoa dessa. Dá agonia só de pensar. Sei que estou generalizando e que dá pra encontrar bons profissionais credenciados nos planos de saúde, mas é um garimpo e não é fácil.
Ao mesmo tempo, é precioso o atendimento de alguns médicos, que prezam pela saúde da pessoa de forma geral e que não se prendem a miudezas. Meu querido obstetra é assim. Fico muito feliz e grata por tê-lo encontrado. Atencioso, nunca deixa de atender o telefone, conhece as pessoas, sabe os nomes, tem aquele perfil de "médico de família". Durante o carnaval, foi ele que me atendeu ao telefone e conversou comigo sobre a alergia do meu filho. Diferentemente da pediatra, que não sabe meu nome, meu obstetra sabe o meu, o do meu filho e o do meu marido. É outra relação.
Não é à toa que ele seja tão querido e tenha pacientes homens, sendo ginecologista e obstetra (e acupunturista também). Dr. Sérgio, obrigada por tudo, sempre!
21 fevereiro 2011
a separação II - a missão
Eu li em algum lugar que não me lembro mais, que a criança só está "pronta" para se separar da mãe quando ela mesma tem autonomia para criar esse distanciamento físico, ou seja, se locomove por si mesma e sai por aí. Se é verdade ou não, se tem embasamento teórico ou não ou se é mera abobrinha, não sei. Mas o fato é que hoje a situação foi bem diferente. Deixei o menino na casa da avó às 7h30 e só voltei quase 16h. Pedi para não me ligarem, porque não poderia fazer absolutamente nada e só iria ficar ansiosa. Mas fui trocando mensagens com minha mãe ao longo do dia, mesmo sem acreditar muito que ela diria a verdade... hehe
Estava esperando um relatório de muito choro e reclamação, overdose de galinha pintadinha ou horas passeando na rua e quando chego, encontro um bebê dormindo, que passou um dia maravilhoso, sem crises ou ataques de choro, que comeu bem, riu e se divertiu o dia todo. Nem acreditei no acontecido! Que alívio!
Minha mãe, que não é boba nem nada, se armou bem e convenceu minha cunhada a ficar por lá para dar uma força na cuidação.
Ele vinha dando sinais de que isso poderia acontecer sem traumas, ficando com a minha mãe enquanto eu dava pequenas saídas. Mas confesso que fiquei surpresa como tudo rolou tranquilamente. Fui viajar sem um pingo de culpa, apenas atenta às possíveis reações dele. E ele me surpreende maravilhosamente bem, ficando ótimo e independente um dia inteiro. E sem mamar!!! Meu pequeno tá crescendo! Passou o dia sem mamar (mamou de manhã) e nem se atracou nos peitos quando me viu, só foi mamar depois do jantar, antes de dormir. Enfim, saldo da experiência super positivo! Foi bom "dar um tempo" da cria, tratar de outros assuntos, mudar de ares. Ah, a reunião foi excelente e promete bons desdobramentos. Aguardemos!
Te prepara, Vovó!!
